Puxo-te para mim, berro-te que me largues e te vás embora. Há uma névoa no teu olhar que se perde e embacia no fundo do copo quase vazio. Estou derrotada e ainda choro uma vitória que já nem sei lembrar. Uma vitória que já nem sem lembrar, vai-te embora! Puxo-te para mim, quero que me olhes no rosto choroso, o rosto derrotado, percas o discernimento nessa névoa que te embacia como a um copo quase vazio. Cansada, sento-me na beira do sofá e apoio-me nos joelhos feridos. Quantas vezes me baixei aos teus pés, tantas te implorei uma vitória que já nem sei lembrar, derrotada. Tu ainda te lembras? É nisso que pensas quando te perdes baço em copos meio cheios, copos meios vazios? Claro que não é, estás absorto num silêncio porque és incapaz de dar ordem às palavras, aos sentimentos, discernimento ao coração. Vá, ensina-o a não deixar uma mulher chorosa, uma mulher derrotada, espeta-lhe uma valente sova quando ele, coração absorto, te resmungar que já doem os joelhos. Vê como os meus estão feridos, sob as mãos que soluçam uma vitória que já não sei lembrar. Quero-te fora daqui! Berro-te pragas e desfechos temerosos, vazios como o copo que agora seguras. Baços como o peito que se cala na vitória que não lembras porque não a tiveste, nem quiseste. Sai da minha casa e leva contigo o teu cheiro, os teus olhos mudos e as tuas mãos presas tão-só a copos, nunca a corpos. Nunca a mim, meu amor, sai daqui.Berro-te e desta largo-te. Não te perdoo mas quero-te fora daqui.

Está mesmo forte, estava a ler e com a imagem da Taking back my love a passar-me pela cabeça!
ResponderExcluirNão quero que chores mais vitórias ou derrotas, que pouses as mãos pelos joelhos feridos. Está na altura de seres feliz, mãe :)
amo-te de coração de manteiga :p
Se achas que é melhor assim, não lhe perdoes. O que importa é a maneira mais rápida e mais eficaz de fazer o coração parar de chorar (será isso possível?). Texto forte.
ResponderExcluir"Sai da minha casa e leva contigo o teu cheiro, os teus olhos mudos e as tuas mãos presas tão-só a copos, nunca a corpos." - é como se estivesses dentro de mim, arrepias-me!
ResponderExcluirVais perdoar, Joana, vais perdoar...
Joana: "tchim-tchim" aos homens que vencemos.
ResponderExcluirMaria: Oh sim .. Bons tempos!
Está mesmo mesmo forte. Vi cada palavra, senti tudo como se estivesse a acontecer à minha frente!
ResponderExcluirEscreves excepcionalmente bem, é incrivel e admiravel :)
*
as feridas saram, os joelhos vão deixar de doer, espero :D
ResponderExcluiradoooro os teus textos, todinhos, :D
beijinho!
Acho que precisas de um abraço Joaninha.
ResponderExcluir(fica aqui, para ti, fico aqui, para ti*)
Esses joelhos andam a precisar de descanso e muito tratamento teu, pode agora parecer difícil mas vão voltar ao normal.
ResponderExcluirPor agora não te deixaram ir, mas depois de eles ficarem bons voltas num instante a caminhar direita e sem mazelas(pelo menos visiveís).
Ate lá, tens de apoiar esses joelhos naquilo que te dá força, nos teus amigos, em ti!
(Eu sei que resume-se apenas a palavras, mas espero ajudar-te dalguma força :S)
A unica coisa que temos sempre de perdoar é a nós mesmas...tudo o resto só se perdoa se realmente merecerem.digo eu :)
ResponderExcluirBjinho*
Está uma prendinha pra ti no meu blog :)
ResponderExcluirbeijinho*
Joana, (re)leio este texto em voz alta, desta vez com a força que me faltou, quando to li da primeira, quando me fizeste ouvi-lo dito por mim. E encontro-me, aqui, nua, despida de alma. Tenho os joelhos feridos e choro na beira do sofá. Não lhe perdoo e não sei saber porquê. E tenho o coração ferido, também, quando sou fraca no teu ombro e choro no teu abraço.
ResponderExcluirSinto-me, completamente, pele da Angelina, nesta foto, e o sinto a ele, vago, a olhar para um (estúpido) copo meio vazio – nunca para mim –, naquele silêncio que me sufocava. A indiferença é um preço demasiado alto para quem ama. Eu só queria que ele me visse, que ele me sentisse lá. Porque eu estava lá, mas invisível aos olhos dele, baços e enevoados.
Correm lágrimas no meu rosto – outras para além das que, corrosivas, deixei no teu livro de português aberto – e o meu peito dita cada palavra que escreveste. Hoje, repito-as sem gaguejar.
Fizeram 7 meses. Não o tenho, nem o quero. Não lhe perdoo e quero-o fora, não da minha vida – porque dela já ele partiu –, mas do meu coração.
Será que preciso de dizer que adorei?
Quando digo que tu lês em mim, não minto, nem exagero, Jo.
Amiga, <3