Tenho tanto medo que os músculos do rosto paralisam, gelam no teu olhar.
Olhas-me nos olhos, sem sorrir.
Perguntas-te porque não estou alegre como de costume e o medo gela-te os gestos.
Não me quero ir embora e quando for quero saber quando volto. Tenho medo porque não sei.
Temes que seja isso, que vá embora sem saber quando volto, os teus braços tremem na veemente ideia de ausência, latejam carência e estou a dois passos de ti. Queres perguntar, mas o medo paralisa-te os músculos do rosto.
Olho-te nos olhos, Amo-te.
Eu amo-te muito.
Então é isto a despedida. Nos filmes parece sempre tão bonito, meu amor.
Nunca é, sabemo-lo tão bem.
A dois passos de ti, estendo-te a mão.
Estás a dois passos de chorar, quebrar como uma criança perdida, mas seguras-me o pulso.
Sentir a tua mão no meu pulso, os teus dedos contando-me os poros, dá-me vontade de chorar, quebrar como uma criança perdida.
Dançamos horas intermináveis, até os ponteiros do Tempo agoniarem, gelados pelo medo de nos verem parar. Quando a balada terminar estarei longe, sem saber quando volto.
E tu estarás aqui, olhando o vazio que deixo no lugar que foi sempre o nosso, perdendo contas ao Tempo cujos ponteiros falecem, numa dança fúnebre.
Amo-te.
E eu amo-te muito.
Olhamo-nos nos olhos, nenhum de nós sorri - a despedida não é coisa bonita e somos duas crianças perdidas, geladas de medo num dia de Verão quente.


Está demais :')
ResponderExcluira despedida nao e coisa bonita, de facto.
ResponderExcluirQuem me dera que as despedidas fossem festivas, ou belas, ou simples. Mas nunca o são. O medo, esse, é tanto que nos paralisa os músculos - antes paralisasse o tempo e a despedida tardasse.
ResponderExcluir*
estou de lágrimas nos olhos*
ResponderExcluirSe se amam não é uma despedida, é um até já :') *
ResponderExcluiraqui sim Joana:)
ResponderExcluirOh, nao. a despedida gela-me também a mim, tal criança perdida.
Os exames têm corrido bem? Os teus acabaram hoje, não foi?
ResponderExcluira despedida nunca é como nos filmes, nunca é bonita. e quem está a dois passos de chorar e quebrar como uma criança perdida sou eu!
ResponderExcluiroh mãe, amo-te*
Definitivamente. A despedida não é uma coisa bonita.
ResponderExcluirNão sei do que falas mas, só acaba se quiseres que acabe.
A força humana é superior ao Tempo e á Distância.
E concordo ali com a Alexandra. Quando á amor é um até já ou um até logo. Mas nunca um adeus. Tens que acreditar nisso. *
Não gosto muito desta palavra, mas estou realmente arrebatada. Mas que texto,que "história".
ResponderExcluirBeijinho*
Sabe tão bem quando achamos um bocadinho de nós noutras pessoas.
ResponderExcluirNão te conheço, nem me conheces a mim.
ResponderExcluirMas tinha que dizer que este post que aqui deixaste me comoveu até às lágrimas. Não te conhecendo, digo o mesmo que já foi dito: quando há amor, as despedidas não duram para sempre.
=)
parabéns pela escrita.
Estás tão grande Joana :)
ResponderExcluirOh meu Deus, que lindo! Não sei como é possivel tamanha perfeição no que escreves.. E sabes porque? Porque tu não escreves, só... Tu falas, ao coração! Amei mesmo...
ResponderExcluirNão me canso de ler *.*
ResponderExcluirPodes passar no meu, não consegue ser tão perfeito como o teu, mas pronto, se quiseres.. :)