Sentas-te ao piano, pedes-me que te acompanhe cantando. Vou fingir que não gosto de cantar, clamar que não o sei fazer e que desconheço a música que toques. Vais tocar a que mais gosto, a que me guia os dias em cânticos que me fazem sorrir e cantar também, porque gosto tanto de cantar. Sentas-te ao piano e genuinamente pedes-me que te acompanhe. Dou-te a mão e falo-te em mentiras piedosas, não gosto de cantar e não conheço essa música, a minha preferida. Sorrio.
Vais tocar a que mais gosto e vou apertar a minha mão como se fosse a tua, ocupada em teclas brancas, teclas pretas. Há um poder indescritível em cada som, indizível. Mentiria se dissesse que não me maravilhou e comoveu, como menti dizendo-te que não gosto de cantar e que essas notas, nos teus dedos finos e em danças frenéticas por teclas brancas e pretas, não me guiam os dias em cânticos sorridentes. Pudesse eu parar o tempo que nos foge como fugazes sons, teclas brancas e teclas pretas, esse que me priva de alongar esta tua melodiosa companhia. Guias-me os dias, os sonhos neles, sem to dizer, porque minto e finjo, pousando a mão no teu ombro, já que as tuas estão ocupadas, teclas brancas, teclas pretas. Que o tempo passe e que os teus dedos de pianista bailem sempre coreografias frenéticas, fugaz felicidade a que sorrio, comovida e maravilhada. Embevecida, orgulhosa. Não to digo, porque te minto e finjo, tacanha e piedosamente.
Vais tocar a que mais gosto e vou apertar a minha mão como se fosse a tua, ocupada em teclas brancas, teclas pretas. Há um poder indescritível em cada som, indizível. Mentiria se dissesse que não me maravilhou e comoveu, como menti dizendo-te que não gosto de cantar e que essas notas, nos teus dedos finos e em danças frenéticas por teclas brancas e pretas, não me guiam os dias em cânticos sorridentes. Pudesse eu parar o tempo que nos foge como fugazes sons, teclas brancas e teclas pretas, esse que me priva de alongar esta tua melodiosa companhia. Guias-me os dias, os sonhos neles, sem to dizer, porque minto e finjo, pousando a mão no teu ombro, já que as tuas estão ocupadas, teclas brancas, teclas pretas. Que o tempo passe e que os teus dedos de pianista bailem sempre coreografias frenéticas, fugaz felicidade a que sorrio, comovida e maravilhada. Embevecida, orgulhosa. Não to digo, porque te minto e finjo, tacanha e piedosamente.
Devo-te um dueto nas devidas condições. Nas genuínas condições, bem entendido. Um em que estarás ao piano, cantando músicas que me guiam os sonhos, os dias neles, e no qual te acompanharei com gosto e alma. Cânticos sorridentes, porque gosto tanto de cantar e gosto tanto de ti.

Oh Joana:')
ResponderExcluirmuito gostava eu de ter, dedos de pianista
Parece-me que hoje é um novo dia das mentiras.
ResponderExcluirCecilia?
"Que o tempo passe e que os teus dedos de pianista bailem sempre coreografias frenéticas, fugaz felicidade a que sorrio, comovida e maravilhada. Embevecida, orgulhosa. Não to digo, porque te minto e finjo, tacanha e piedosamente."
ResponderExcluirFazes música com as palavras. *
Adoro , adoro texto que "metam" piano pelo meio :')
ResponderExcluirEste está fenomenal :$
Publiquei um texto ontem q tambem "mete" piano..
Beijinho *
Teclas brancas, teclas pretas :)
ResponderExcluiramor e fingimento, o mal de sempre...
és grande Joana :)
Dá-me pf o mail da tua conta do blog, vou privar o meu e gostaria de te convidar a ler :)
Tão bonito. :)
ResponderExcluirO piano é tão mágico, aliás, atrevo-me a confessar que toco desde os 6 anos. :b
Beijinhos*
Como gostava de também ser capaz de sentir essa música, deve ser muito melhor.
ResponderExcluirDe qualquer das formas, e depois de ler este texto, fiquei contente na mesma. Por tu estares a senti-la. :P
Teclas brancas, teclas pretas, notas cantadas, amor...Há alguma coisa melhor?
ResponderExcluir«Cânticos sorridentes, porque gosto tanto de cantar e gosto tanto de ti.»
ResponderExcluirserve bem para mim
escreves fantasticamente bem Joana
As tuas palavras soam como a música de um piano. Mais um texto teu absolutamente delicioso.
ResponderExcluirAdorei :3
ResponderExcluirDeixei um desafio para ti no meu blog , espero q aceites *
Fogo, não pode ter sido por acaso que vim um dia parar ao teu blog.. Porque leio o que escreves e às vezes pareço mesmo eu a falar, aquilo que não falo ou ainda nao falei, dizes tu. Há coisas que parecem mesmo para mim.
ResponderExcluirSim, porque também ele é pianista, também gosto de cantar, também eu (como li algures num post teu) sou caranguejo e vejo as coisas como tu escreves e sinto e vivo.
A diferença é que nem sempre tenho essa facilidade em por cá para fora de maneira tão linda o que cá está dentro, como tu o fazes. Faço-o (como podes ver se entrares no meu blogue) mas não sempre, pois custa um pouco fazê-lo às vezes. Porque quero sempre dizer tudo em concreto e perfeito e tenho medo de não dizer nada. E então às vezes não sai.
Parabéns pelo amor que tens. Parabéns pelo que escreves. Parabéns pelo que vives (ainda que doa algumas vezes).