Chego à conclusão que quando todos estão alcoolizados e sou das poucas sóbrias, a noite só não tem graça para mim.Por muito estranho que possa parecer, o meu sentido de diversão não inclui passar a noite entre segurar cabeças enquanto vomitam e ombros enquanto tentam caminhar e fazer contagem de 5 em 5 minutos porque desapareceu este e aquela e deixaram a carteira na rua quando o álcool lhes roubou a noção de dois dedos de testa. Estou a tentar perceber quem mora onde, se há dinheiro para táxi, se «tu podes ficar com ele e tu com ela, porque se chegam assim a casa nunca mais saem à noite», a agradecer por ninguém ter carta ou ter trazido carro. Penso como podia estar a dançar em vez de estar a certificar-me que todos têm como chegar a casa bem, ou o melhor que conseguem. Falar-lhes também não é tarefa fácil.
Estão a encavalitar-se uns nos outros, gritam que querem mais sangria, berram por quem tem a garrafa de receita, riem-se alto com folhas que caem das árvores do jardim e correm uns contra os outros até caírem meia dúzia no chão poeirento.
Daqui a menos de dez minutos estão em abraços longos e declarações de amizade e amor eternos, beijos e carícias desinibidas. Alguém se lembra que a amiga, que está a beijar um rapaz ali ao fundo, afinal namora e que amanhã não vai querer lembrar-se daquilo. Não vai, pela certa. A tal comprometida diz que nem gosta assim do namorado, que tem de aproveitar a noite até ao fim. A amiga ri-se, diz que sim também. Todos dizem que sim, batem palmas. Tentam, pelo menos. Caem meia dúzia no chão poeirento.
Assisto ao triste espectáculo de longe, sentei-me um pouco. Definitivamente, a noite não tem graça para mim e eu gostava de ter ido dançar.
Assisto ao triste espectáculo de longe, sentei-me um pouco. Definitivamente, a noite não tem graça para mim e eu gostava de ter ido dançar.

Concordo contigo. As pessoas parece que já não saem para se divertir, para dançar, para conversar sobre coisas banais e esquecer tudo o resto, para rir naturalmente com a companhia que se têm. Parece que se faz o máximo para chamar a atenção, e é mais fácil consegui-lo pelas piores razões, é tão fácil ir na "onda" fazendo aquilo que se acha do mais extravagante possível e que 5 minutos depois não tem qualquer significado, e que muitas vezes origina remorsos. Anda por aí um espírito muito snob, do genéro "beber até cair", que so leva, como bem exemplificaste, a preocupações estúpidas e evitáveis. È bom saber que ainda há quem queira dançar, nem tudo está perdido.
ResponderExcluiro que ainda acho mais frustante, é quando no dia seguinte, um dos que fez todas essas figurinhas e tem o azar de se lembrar, se ri do que fez.
ResponderExcluirEu tenho a sorte de quando saio para dançar, danço mesmo... outras vezes saio para conversar, para rir, para estar com os amigos! E os meus amigos também não saem para beber. Aliás, acho que se pode reservar 1 ou 2 noites por ano para nos permitirmos fazer essas tonteiras. Quando isso se torna um hábito é que não é nada bom... e aposto que se estivesse nesse teu grupo, também achava que era a minha noite que perdia a piada!
ResponderExcluirAcho que isso é normal aos 18 anos... com a idade desaparece essa necessidade de afirmação pela negativa. Somos nós mesmos e pronto!
nao tem piada p ti nem p ng! Essa fase depois passa, deixa la! :)
ResponderExcluirDiz lá se não dá vontade de fugir!
ResponderExcluirdá vontade é de nos "pormos na alheta" e deixa-los lá... Depois parece que falamos para o boneco.
ResponderExcluirÀs vezes dá mesmo vontade de fugir. É de loucas. As pessoas hoje em dia já não se sabem divertir.
ResponderExcluir:(
obrigada por este post, obrigada por fazeres com que não me sinta a única a querer dançar :)
ResponderExcluiradooooooro o teu blog! *
É a triste realidade. Quando quiseres apita que eu, mesmo não sendo adepta de discotecas e de preferir ficar num bom café, gelataria ou bar, faço-te companhia ;)
ResponderExcluirAfinal, dançar é bom e as discotecas, se bem aproveitadas e na companhia certa, são um bom programa :)
É mesmo um triste espectáculo..=/
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