quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Provocar a provocação.

Quero-te de poucas palavras. Quero-te sem filosofias. Quero-te desinibido e de cabeça quente, perdida. Quero-te com as tuas feridas delirantes, as tuas histórias de amor e de ódio e com os teus segredos que te aprisionam. Quero que os vingues no meu corpo, sem moral nem religião. Quero-te sem glamour nenhum. Quero-te sem formalidades nem apresentações. Quero-te jantar, banquete que o dia nunca sacie. Quero-te perigo livre, pecado vivo e erro crasso. Quero o maior de todos os teus fantasmas - tu mesmo.

Quero-me arrependida no dia seguinte, quero-me culpada. Só então me saberei viva - vivendo-te.

5 comentários:

  1. A intensidade faz viver, o confronto faz desejá-la. Joana, tu estás a viver a sério. :)

    Claro que te recebo, como sabes, nunca desistirei de ti, e isto é mais do que uma simples retribuição. O que escreves aqui faz crescer, obrigado por isso.

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  2. Foi. Foi-se do coração a quente e ficou no morno confortável de quem entende a necessidade de não haver volta a dar.

    Esta provocação é-me familiar. Já me senti assim, viva pela intensidade do arrependimento. E valeu a pena Joana.. Ó se valeu.

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  3. Ola. O texto não é nada na realidade, apenas escrevi o que me fez sentir o teu texto deixando deslizar o lapis um pouco mais...
    O Cidade Tranquila terminou à muito, e devia ter terminado mais cedo, no entanto foi fantastico enquanto durou.
    Este teu texto adorei, adorei a intensidade é exactamente este tipo de texto, este tipo de escrita que me faz vibrar. Gostei mesmo muito das palavras deste post.

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  4. Deixas-me sempre um sorriso e um pulo de qualquer coisa cá dentro. De-li-ci-o-so.

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  5. wow Joana Éme, deveras provocante.

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