"Habituamo-nos a tratar os amores como electrodomésticos: quando se escangalham, vamos ao supermercado comprar um novo, igualzinho ao que o outro era. Consertar? Não compensa: o arranjo sai caro, além de que nunca se sabe muito bem onde procurar a peça que falta. Substituímos a eternidade pela repetição, e o mundo começou a tornar-se monótono como uma lição de solfejo. Tememos a maior das vertigens, que é a da duração. Mas no fim de cada sucesso há um cemitério como de Julieta e Romeu, apenas com a diferença da aura, que é afinal tudo."
Inês Pedrosa in «nas tuas mãos».

Há casos e casos mas, por vezes, quando o amor é forte, vale a pena consertar a peça que se estragou.
ResponderExcluirSe estás mal e lês Inês Pedrosa ficas pior :)
ResponderExcluirEste post e o "Talvez mais logo" são os meus preferidos :)
ResponderExcluirConcordo muito com o segundo comentário.
ResponderExcluirEmbora seja um pouco verdade - acho que esta senhora usa muito a "verdade óbvia" - muitas pessoas andam sempre à procura, a dar "chances", como se o amor fosse um teste de duas semanas. Passam-se as duas semanas e então aí começam a conhecer-se, as coisas correm mal até que acaba. Para-se uns dias para acalmar, encontra-se substituto e novamente o deslumbramento inicial a misturar as coisas. Têm de haver algo mais, não pode ser tão banal.
realmente, têm razão. Não te faz bem leres estas coisas Joana Éme
ResponderExcluirBem pensado.
ResponderExcluirEu amei esse livro e essa foi uma das minhas citações preferidas.
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