Já como morangos que não os que serves numa travessa grande, redonda e com um motivo tribal esbatido de fundo. Em tons de laranja, o motivo, se não me engano. Até já comprei um vestido curto e sapatos altos cor de rebuçado, doces como algodão doce - o mesmo que vestes nesses teus lábios cor de vinho.
Vou a festas com a casualidade vestida, como se fizesse vida disto, e fumo descontraidamente em varandins que não os teus, onde a noite se deita sem o teu consentimento. Onde eu agora beijo homens altos, morenos e vivaços sem ter justificações a quem dar e dever. Fazem-me rir, homens altos como bobos, enquanto fumo em varandins que não os teus. Bobos, pensando que conquistam corações como quem demanda terras aos Mouros. O meu coração, qual ultimato inglês.
Bobos, de facto, envergando copos de vinho esguios, transparentes como a personalidade que perdi contigo. No teu varandim, petiscando morangos como a sonhos, de uma travessa grande, redonda e com um motivo tribal esbatido de fundo. Em tons de laranja, se não me engano.
A noite deita-se sem o teu consentimento e dispo o vestido curto. Atiro, entre risos casuais, os sapatos altos e voam rebuçados rasgando o quarto a meia-luz. Um homem alto, moreno e vivaço, ostenta as minhas costas altas como a um copo de vinho esguio. Não tem lábios doces como os teus e de tribal só a pronúncia áspera, nórdico talvez seja, indago.
A noite deita-se sem o teu consentimento e dispo o vestido curto. Atiro, entre risos casuais, os sapatos altos e voam rebuçados rasgando o quarto a meia-luz. Um homem alto, moreno e vivaço, ostenta as minhas costas altas como a um copo de vinho esguio. Não tem lábios doces como os teus e de tribal só a pronúncia áspera, nórdico talvez seja, indago.Chama-me a meia voz, confessa-me um sentimento que vejo em todo o lado: no quadro romântico acima da cama, nos livros que povoam estantes de literaturas decadentistas, sofredoras, quais cânticos de igreja de uma qualquer solitária.
De costas voltadas, debruçada nua sobre a janela, fumo descontraidamente:
- Darling, you don't even know what love is.
- Do you?
Rio-me francamente.
A transparência perdida, num qualquer varandim teu, entre morangos e sonhos, planos e beijos. Já não quero saber.
Oh so Classy, Oh so flashy!
ResponderExcluirParecia tirado de um filme a preto e branco.
Adorei :D
Acredita, isto é arte!
ResponderExcluirÉs fantástica!
Que textos maravilhosos neste teu novo blog Joana! :D
ResponderExcluirparabéns *
Uma cena de filme, sem dúvida! *
ResponderExcluirBack to the 80's? *.*
ResponderExcluirAté já comprei um vestido curto e sapatos altos cor de rebuçado, doces como algodão doce - o mesmo que vestes nesses teus lábios cor de vinho.
A noite deita-se sem o teu consentimento e dispo o vestido curto. Atiro, entre risos casuais, os sapatos altos e voam rebuçados rasgando o quarto a meia-luz.
Arte é dizer pouco, dom talvez.
*
Ligaram a máquina do tempo e esqueceram-se de me avisar, foi? É que, por momentos, senti-me como se tivesse voltado algumas decadas atras.
ResponderExcluirE nao é qualquer pessoa. *
texto com um cheiro retro irresistível.
ResponderExcluirsenti uma vontade imensa de voltar atrás no tempo, damn.