Estás à procura de uma razão lógica quando não a há. Estou tão assustada que a única coisa sã que consigo fazer é mandar-te embora. Não tenho tempo para lidar com a dor, não agora, não mais. Eras a constante da minha vida. Podia tudo mudar, tu serias o mesmo. E tudo mudou. Mas tu estavas lá, acenavas quando me afastava e eu sabia sempre onde regressar - havia o teu braço esticado, curvando acenos no horizonte distante. Até que te cansaste e baixaste os braços. Estou tão perdida, agora, que a única coisa sã que consigo fazer é ficar estática, tentar pertencer a este pedaço de terra onde estagno, petrificada. Estás à procura de uma razão lógica quando os únicos motivos moram no coração. E esse há muito perdeu a racionalidade ou o juízo. Levaste-mo tu, nos teus braços. E eu fiquei tão assustada, depois. Tu não percebes. E eu estou demasiado perdida para ir ter contigo e explicar-te. Levanta um braço. Estou tão assustada, vê. Que a única coisa sã que podes fazer é ir ter comigo e dar-me um abraço. Sem perguntas dificeis, sem quereres perceber.
Abraça-me. Encontra-me. Mata o meu medo nos teus olhos ternos e nos teus braços, acenando pela manhã. E então, mesmo estando tudo mudado, eu serei a mesma.

é que às vezes há uma raiva tão grande que mói aqui dentro por querer dizer 'é disto, é só isto que eu preciso', por não 'pudermos' dizer dessas coisas.
ResponderExcluirEstas tuas reflexões, que a maior parte das vezes parecem pensamentos meus escritos de uma forma bonita, são um refúgio para mim. Identifico-me.
ResponderExcluirObrigada.
Cada vez me convenço mais que as palavras sobram. O que fica verdadeiramente são os gestos, os abraços e a segurança de dois que se completam.
ResponderExcluirTinha saudades de te ler.
ResponderExcluirAgora venho aqui todos os dias ler isto. isto e o post do "reencontro".
ResponderExcluire pa, adoro!
Mudamos todos um pouco... mas há gente que muda o suficiente para que os nossos sentimentos por ela também mudem.
ResponderExcluirAdorei o teu blog, já tens mais uma seguidora =)
ResponderExcluirBeijo*
nunca cheguei a perceber quais são reais, e quais não são...
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